''Quereis sem freio ou visão estreita. Provar de tudo sem medida'' ( Goethe Fausto- 1ºparte, 1808)
Quem sou eu
- Regiane de Carvalho
- Belém, Pará, Brazil
- Formada em Comunicação Social pela Universidade da Amazônia (UNAMA) com habilitação em Relações Públicas. Possui também incompleto o curso de Pedagogia-Licenciatura e Bacharelado pela Universidade do Pará (UFPA). Atualmente trabalha com assessoria externa e com mídias sociais, tem interesse por pesquisa na área de comunicação e cultura.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Versos simples e suaves
sexta-feira, 11 de março de 2011
Carnaval de Abaetetuba 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
FÓRUM
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| Foto: Rogério Modesto ( Esquerda para a direita: Ana Paula Sampaio, Lucresia Girão, Professor Jak Nildo - mediador, Luiz Claudio e Vanessa Arouck) |
domingo, 9 de janeiro de 2011
A Cidade que "já teve" !
O lixo no rastro da chuva.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
I Encontro para RP na Amazônia - ERRPPAM
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Nada de Simples !
Quem foi a pessoa, que nunca teve um problema com a operadora telefônica “OI”? Qualquer um que disponha do serviço desta, provavelmente já passou por pelo menos uma situação difícil. Para você ter um atrito com ela basta um:
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
A WEB 2.0
Telefone: (11) 3897-0860
quinta-feira, 29 de julho de 2010
I’m back
Mas estou quase sem tempo
Não quero que este espaço vire “my life”.
Mas preciso dizer, que tempo me falta.
Não sei como ficará
Mas tenho um objetivo a seguir , e este está ocupando quase todo meu tempo.
Não deixarei de escrever.
Mas ficarei perto dos estudos culturais.
Não deixarei de escrever.
Vejam só, apesar de tudo, transformei um texto de prosa em poesia.E sei que os textos poéticos necessitam de uma atenção redobrada do escritor e também do leitor, não somente para a compreensão do que está escrito ,mas também para o aproveitamento estético.
Vejam só , meu texto não passou de uma imitação,que nada tinha de diluidora, que nada tem de poesia.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Fim de Jornada
Foi o ano de fazer escolhas sem passar pela “crise dos três anos”. A Engenharia Civil (sonho de criança – seguido até bem pouco tempo) e a Arquitetura (idem) foram deixadas de lado, mas na busca daquele “sonho” pude conhecer pessoas maravilhosas, afinal o que seria a minha trajetória sem os grandes mestres. A única certeza que tenho, é que sem eles não saberia a linguagem do AUTO CAD, então valeu! O tempo passou e os sonhos mudaram (como nunca deixa de ser), veio a Psicologia (até hoje não sei de onde veio essa vontade), e daí cheguei na Pedagogia (cursada durante três anos na Universidade Federal do Pará, sem arrependimento) e na Filosofia (aspiração influenciada dentro da academia pelo professor Damião Bezerra, “grande homem”).
O curso de Pedagogia me ensinou as lições básicas da academia, além de aprimorar minha oratória, quesito fundamental para a graduação que viria mais a frente, mas fui perdendo o fôlego e a menina estudiosa foi ficando pra trás. As aulas (Didática e as FTM) já não eram tão atrativas, e assim começaram as provas de segunda chamada, ausência de leitura, nada de Xerox de livro (eu fazia isso, mas sei que é errado fazer cópias) e as faltas. Faltas e mais faltas, contudo graças a um grupo de loucas, meu nome sempre aparecia na lista (obrigada, minhas eternas amigas do fundão). As ausências não me deixariam reprovadas, acontece que as provas também não. Fui me tornando alvo de questionamentos, mas graças à Filosofia de Rousseau (fui corrompida pela sociedade), consegui superar essa fase. Mesmo com esses objetivos alcançados, ainda me sentia inquieta, e assim, fui à busca de uma suposta felicidade acadêmica. Pulei o muro e agora estava em uma nova graduação – Comunicação Social.
Na primeira aula, minha inquietação foi despertada (imagine: uma inquietação na primeira aula de “Teorias da Comunicação”), somente esta disciplina era uma novidade e já estava completamente apaixonada. O semestre passava e este sentimento crescia incontrolavelmente. Quando acreditava estar segura, eis que surge meu dilema: Qual habilitação fazer?
Publicidade e Propaganda (eu ainda não era muito fã dos meios tecnológicos)? Jornalismo (encantador, afinal quem não gostaria de ser Nélson Rodrigues?)? Relações Públicas (pouco conhecida, mas reconhecida por muita gente)? Essa dúvida tirava meu sono! Eu sabia que queria ficar nos bastidores, então pensei:
- Vou escrever para jornais! Desisti depois de ler tanta gente boa...
- Vou fazer campanhas publicitárias! Tentei, mas descobri que não sou um ser tão criativo.
Em uma tarde chuvosa, na frente da televisão, assisti no noticiário a cobertura da queda de um avião. Os meios de comunicação tratavam com estrondo qualquer informação recebida via boletim da companhia aérea. Os jornalistas acampavam no local e faziam o seu papel, investigar e questionar qualquer informação (“A Era do Escândalo” de Mário Rosa mostra muito bem esta faceta da profissão). O dia passava e a mídia não parava de validar o fato. Por volta das 18:00, as emissoras de TV colocaram ao vivo o porta-voz da companhia aérea, numa entrevista coletiva para a imprensa. O título dado ao porta-voz era “Relações Públicas da companhia aérea”. Foi nesse instante que tomei minha decisão: Minha habilitação seria Relações Públicas.
Meu envolvimento com a área cresceu com a participação em congressos, oficinas, simpósios, palestras e semanas de comunicação. O motivo eram os certificados? Seria hipocrisia afirmar que não, mas muitos eventos valeram à pena, com ou sem os ditos certificados. Posso dizer que minha turma (RPN11) aproveitou as oportunidades e estas renderam bons frutos para os inexperientes aspirantes a comunicólogos e para a Universidade da Amazônia. A instituição valorizou seu nome e sua imagem muitas vezes graças à turma, Hiki que o diga, NE? As lembranças do Iesam são tentadoras.
Depois de quatro anos chega a dor da separação, do afrouxamento dos laços feitos em sala de aula. Como posso esquecer pessoas tão diferentes e encantadoras? Ficará guardado em minha memória o primeiro encontro da turma (sala lotada, com aproximadamente 54 alunos), amizades começando, outras já estabelecidas. Tudo era novidade. O clássico churrasco da turma aconteceu (objetivo era unir a todos), não lembro o resultado do encontro, ou lembro? Deixemos estes comentários à margem.
A segunda tentativa de união foi o Orkut da turma (cheio de novidades e intrigas). É certo que nem todos participavam desses eventos sociais e virtuais – escolhas pessoais. Ah, quantas crises de riso tive com esta turma! Personagens hilários.
Quem não lembra da Regina? Da casa de Mosqueiro e do pai dela?
Rodrigo. Rodrigo que de amigo virou inimigo da Arlete.
Do Salomão, sobre o sabonete que a Carol usava (Carimbó), que desconcentrou o temido Relivaldo em suas aulas de Indústria Cultural.
Da beleza de Mariana Tuma, que foi em busca de seu sonho e abandonou a turma e a cidade!
Larissa Beatriz e suas idéias loucas (seminário de Língua Portuguesa III). Roberta? Roberta ganha o troféu da espontaneidade. Ela é, sem dúvida, uma piada pronta, como diz a Lorena. Da metódica Aline, das tímidas Amanda e Samantha, da viajada e companheira Marcela, do japonês que só ensinava besteira, do Jaime em seus seminários, do Rômulo e suas teorias acadêmicas, que faziam muito sentido.
Quantas pessoas eu observei e ouvi!
Foram inevitáveis as celeumas dentro da sala por milhões de motivos, não me cabe ressaltá-los. Os grupos se formaram e as rivalidades estavam prontas, acredito que não passaram de diferenças ideológicas (imagino), o que é mais do que natural na academia. Poucas vezes alguém esqueceu isso e procurou discutir em outro âmbito (não lembro). A geografia estava definida (de um lado o grupo “A”, de outro o grupo “B”), mas havia os integrantes neutros, no meio desse fogo cruzado (grande Fryda – Frydoca). Os anos passavam e a turma foi diminuindo. Os cinqüenta do começo se resumiram em vinte, mas o melhor é que chegamos juntos a este instante ímpar das nossas vidas. Agora sentiremos uma saudade acentuada, porque o próximo instante em que estaremos juntos é incerto, pode ser em breve, mas pode demorar o suficiente para esquecermos algumas faces. No entanto, relevante é saber que aqueles que deixaram pegadas em nossos corações, sempre saberão encontrar o caminho.
A rivalidade enfim acabou, mas a divisão da sala não! Era visível como as partes “A” e “B” estavam muito mais próximas, talvez pela crise emocional e física do trabalho de conclusão de curso, ou simplesmente pelo fim de uma jornada, de um sonho. O fim é sempre triste.
Aula da Saudade
Meus amigos, meus colegas, agora é momento de pensarmos um pouco sobre outras coisas. Pensar sobre o presente, sobre o futuro e sobre aquilo que nós já conquistamos - o que já não é pouco. Pensar também sobre esse momento de transição, sobre essa reciclagem, sobre esse ingresso no mercado e/ ou no retorno a ele.
E, cima de tudo, pensar em nossas responsabilidades, cada vez maiores.
Todos os conhecimentos teóricos e técnicos que cada um de vocês aprendeu e apreendeu sobre Relações Públicas, sem dúvidas, somar-se-ão na vivência diária e ao desenvolver permanente de um olhar crítico sobre a sociedade. Sim, sim, vocês são profissionais de fato e de direito- e são cientes disso. Vocês podem ser a diferença que faz a diferença.
É um momento histórico – vocês representam a penúltima turma a se formar na Universidade da Amazônia.
Nunca deixemos de nos ater ás nossas reflexões. Afinal, tal ação faz parte de nossa rotina profissional- e para que possamos sempre ter a madureza de tomarmos as melhores decisões.
Eis a turma de RP da Universidade. Eu tive o prazer de apenas estar um semestre com vocês, mas saibam que foram breves, intensos e ótimos momentos, de muito aprendizado e, acima de tudo, de amizade, de respeito e carinho. E, acima de qualquer palavra, uma aliança permanente tenha certeza.
Esta memória permanecerá adormecida até o momento em que a saudade provocar –lhes a inquietação da lembrança.
Hoje é nossa ultima aula, nesta relação professor- aluno. Se hoje é a aula da saudade, esses sentimento tão abstrato estejam certos de que lá pousa em meu coração , mas somada a uma sensação de esperança e de certeza.
Hoje, sou melhor por ter conhecido cada um de vocês. Foram momentos ricos e muitos deles, inesquecíveis. Vocês, hoje, celebram uma grande vitoria, há muita esperada.
Obrigado, obrigado por vocês existirem (Aline Brasil, Amanda Sucupira, Ana Paula, Cássia Milena Cruz, Elita Baptista, Fryda Natielle, Jaime Sidrim, Jane Hellen Fonseca, Larissa Beatriz Aviz, Lorena Laredo, Maria Cristina Kuwahara, Marieta da Silva, Mellina Mergulhão, Pollyana Borges, Regiane de Carvalho, Roberta Muniz Caetano, Rômulo Sozinho Dutra, Samantha Cunha, Sandro Negri e Taiana Rute).
Sem choro, Sem maiores cerimônias (ou cerimoniais)- até porque a maquiagem não pode ser borrada nem o cabelo embaraçado e, segundo a musica, “boys and big girls dont’ cry”.
Um grande abraço e até breve
Rodolfo Marques.
A “aula da saudade” nos faz pensar em uma listagem de poderes: O PODER DE LEMBRAR, poder de sentir novamente, poder de ressuscitar momentos. Encontramos o privilégio extraordinário de buscarmos em nosso arquivo pessoal documentos, registros, fatos e fotos, acho que esse povo andava com uma máquina fotográfica 24 horas, para tudo existia uma foto. É bem verdade que na rota da existência nem sempre temos boas lembranças, nem sempre há alegria em algumas recordações, mas hoje é dia de celebrar: celebrar as amizades adquiridas, celebrar as conquistas realizadas, celebrar a família universitária que por alguns anos nos acompanhou.
Na realidade, hoje nós estamos em um grande passeio, e já que a palavra é recordar, vamos pegar o vagão do saudosismo. Por este motivo a nossa viagem é em ritmo de flash-back. Paradas rápidas e surpreendentes nos aguardam. Coloquem os cintos e boa viagem. Vamos às paisagens:
Do lado direito, parada número um, O PRIMEIRO DIA DE AULA: alguns de vocês entraram por estas portas ainda intimidados, com algumas inquietações no coração, e na alma. Outros, em contrapartida, foram calorosos, espontâneos, descontraídos, pareciam já fazer parte do cenário, mas não sabiam ao certo o que de fato os esperavam. Próxima parada: Lá está você em aulas maravilhosas (Teoria da comunicação; comunicação comparada, rádio, assessoria de imprensa, opinião pública, teoria e técnica de RP, planejamento gráfico, criação e redação para meios eletrônicos, fotografia, ética e legislação, marketing político.) que fizeram você pensar profundamente sobre a complexidade da mídia, a intensidade das mensagens, o funcionamento das propagandas, os diferentes tipos de pessoas, os inúmeros autores (Mauro Wolf, Canclini, Kotler, Margarida, Barbero, Mcluhuan, Thompson, Bakhtin, Bordieu, Morin, Andrade, Rego, Simões.), mas, apesar do corre-corre, você me parece confiante na vocação. Bem, seguindo viagem, dias e dias à fio, estudos, pesquisas, trabalhos, provas, e lá está você. Poxa, como você está diferente do primeiro dia. Última parada: Itinerário, aula da saudade turma de Relações Públicas. Parabéns, você batalhou, progrediu, cresceu, conquistou e venceu . Foi um prazer viajar com você!
Mas também chegou a hora de agradecermos aos professores (Roberto Fadel, Analaura Corradi, Salomão Azulay, Relivaldo de Oliveira, Marcelo Vieira e Mendes, Haroldo Tuma, Ivana de Oliveira) que nos acompanharam desde o começo do curso, e aos que também passaram rapidamente (Sabrina Augusta, Larissa Lafit, Regina Carvalho, Willian e Clarisse Leonel, Francinete [com os cálculos], Érika, Elaine [e sua poesias], Erasmo Borges, nosso querido Luiz César [LZ], amigo e companheiro Rodolfo Marques, Jerônymo Filho, o Renato Malcher e outros) que deixaram suas contribuições compartilhando os prazeres e dificuldade desta jornada.
Relógio do Tempo
Em primeiro lugar; pelo espetáculo das luzes. A iluminação natalina sem dúvida retrata sonhos, desejos e inspirações para um novo tempo. Então a mídia representada nesse contexto pela televisão pegar esse elemento e transforma em imaginário, que reflete uma imagem midiática ou virtual que está penetrada profunda e constantemente no cotidiano dos sujeitos promovendo um rearranjo das relações. Pode até ser distante da realidade de muitos, mas andar pela cidade observando essas luzes é como uma terapia, e as interpretações em volta delas, dependem de você, que as vê. Diante desse cenário criamos milhões de significados e chegamos a ser poetas – afinal como diz Benedito Nunes: “o poeta nasce de outros poetas”, mas ainda concordo em gênero e grau com Mário Faustino “ poesia não é confissão”
A imagem natalina exerce o papel de mediadora das relações sociais e a conseqüência disto é o espetáculo (no conceito de Debord), as reuniões de pessoas, independente do seu sexo com objetivo de união, e comemoração pelo ano que passou. O grupo tem o lema de levantar a taça de champanhe e dizer: - “eu ganhei as batalhas desse ano”. De fato, acredito que as confraternizações são objetos (ilusões) que servem para suportarmos o real. É na verdade o espetáculo já questionado por Baudrillard (simulacro) e Maffesoli (sociabilidade).
Em terceiro lugar; pelas reflexões humanas. As imagens, luzes causam um certo poder emocional nas pessoas nesse período.Parece que elas ficam mais digamos: solidarias.E as empresas também ficam mais “perceptivas ‘( cestas de natal, roupas para o lugar “x” ou “y”), e assim vai o natal. Acontece que estudei esses comportamentos em estratégia de marketing e opinião pública, e pouco tinha esse caráter perceptivo. Mas vamos acentuar uma credibilidade aos empresários. Afinal, jogue a primeira pedra aquele que nunca despertou pela manhã nessa época com os sentimentos a flor da pele fazendo um retrospecto e ao mesmo tempo fazendo comparações do ano que passou na tentativa de ser melhor.
Os mais digamos “ligados a teia social” procuram refletir humanitariamente (embora você não faça nada), ou seja, a comunicação segundo Sodré não é apenas a mídia, ela é sem dúvida o relacionamentos das pessoas. É justamente esse ponto reflexivo (Que se refere ao fato de a consciência conhecer a si mesma: o método reflexivo remonta das condições do pensamento à unidade de pensamento.), que a mídia agarra em seus meios e joga aos “receptores”. E pronto, os pacotes de filmes, músicas e eventos estão prontos. Então, o que fazer? A melhor forma é unir-se ao inimigo, e lá estava eu de olho nos programas de TV preferindo o simulacro em vez do real. Horas e horas.
Depois de ter ficando “surda” “cega” e ter aplaudido a “originalidade” do espetáculo, tentei não ser portadora de uma esquizofrenia social e lembrei-me de um filme tradicional do natal, e não era o Shrek especial, diante da força emocional deste período entrei nesse espírito e fui revê-lo, e assim nesse enredo selecionei um por/dia até o fim do ano.
Na tela, não se coloca o problema da profundidade, não existe o outro lado, enquanto há um além do espelho. Isso não significa que tudo o que aparece como arte tenha a ver com isso; felizmente existem exceções. (Baudrillard, 2003:151)
Começamos então, pela noite de natal e diante das reflexões natalinas. A Felicidade Não Se Compra “(Frank Capra) entra em cartaz, e sem dúvida é um dos maiores clássico de natal de todos os tempos. Historia tocante, que reflete esse momento natalino “George Bailey (James Stewart- gravei o nome dele lembrando do filme “O pequeno Stwart Little” idiotice, nê?Concordo) vê sua vida desmoronar e decidi se suicidar até que uma interferência vinda do céu ( anjo) resolve mostrar como seria o mundo sem ele.É uma história simples, que emociona a todos, até quem já viu milhões de vezes.
Quem nunca chorou está mentindo ou tem o coração de pedra.
Mas vamos ao ponto máximo da cena em questão, aquele que ganha maior audiência na mídia e perante a massa: O consumo, que é criticado impiedosamente pelos autores da pós-modernidade. Motivo? As lojas fervilham e as pessoas correm, correm e correm como se quisessem levar tudo o que há de melhor somente para si, egoísmo?Sei lá (Freud explica ou explicaria isso). Só sei que o mundo contemporâneo tem tantas complicações, que julgo ser que nem o virtual, ou seja, o que prevalece é a imagem. O imaginário.
o consumo não deveria ser visto somente como uma posse de objetos isolados, mas também como “apropriação coletiva” destes. Este processo consideraria relações de solidariedade e, principalmente, de distinção, através de bens e mercadorias que satisfazem no plano biológico e no simbólico, servindo também para enviar e receber mensagens (Canclini, p. 88).
O presente de natal representa esse campo simbólico no qual os indivíduos estariam em constante movimento e os objetos são cada vez mais valorizados pelas pessoas. Baudrillard considera esse processo inevitável entre a relação sujeito e objeto. Cabe esse símbolo fazer parte de seu processo ideológico e cultural - nem imagino as pessoas abrindo mão do N95(com câmera 5.0, wi-fi), TV de plasma, Iphone da Apple.
Como estou fazendo parte dessa sociabilidade moderna, eis que também posso falar de um presente, “Presente”?Sim, que talvez tenha uma base crítica do momento. Lendo o agradecimento de (culturas Híbridas- Canclini) algo me chamou atenção, dizia ele: "Se o livro é de dedicado a Tereza e Julián é por essa capacidade dos filhos de mostrar-nos que o culto e o popular podem sintetizar-se na cultura massiva, nos prazeres do consumo que eles, sem culpa nem prevenções inserem no cotidiano como atividades plenamente justificadas. Nada melhor para reconhecê-lo do que invocar aquele natal em que o Instituto Nacional do Consumidor repetia obsessivamente : “ presenteie afeto, não o compre”, em seus anúncios anticonsumistas no rádio e na televisão ; Tereza empregou a palavra”afeto” pela primeira vez em sua linguagem vacilante dos quatros anos. “ você sabe o que quer dizer?”Sei- responde rápido -, que você não tem dinheiro”.
Depois de tantas emoções passada pela mídia e seus instrumentos. É melhor aproveitar os símbolos natalinos “O Outro Lado de Mim, de Sidney Sheldon” um clichê?Não, não é um clichê de memórias. Tem alma nas palavras.Outro belo presente de natal.
Depois de anos lutando na acidade de Nova York passando por dificuldades, finalmente estou comprando meu bilhete de volta para casa em busca dos braços de Otto e Natalie. Pego o ônibus e embarco, a viagem é maçante, mas não para mim. Estava ocupado demais sonhando com meu futuro fantástico.
...Chegando em casa fugir correndo da sala ao quarto. Pedindo silêncio. Eu sabia que tinha de preencher aquele espaço de longos anos, voltei à sala e toquei minhas canções no piano trazido por um cantor, que saiu-se bem,mas não era tão profissional. Fui ao microfone, e disse:
– Senhores e senhoras, todos começamos a vida como amadores, mas crescemos e viramos profissionais (Aquela frase que soltava era para o músico e para eu mesmo naquele momento), merry christmas!
Termina o natal e segue os dias de fogos, e que seqüências de fogos. Mas no final você tem uma sensação inexplicável. É o que acontece no dia 31 de Dezembro dia em que o ano chega ao marco zero, e vai tomar o lugar do velho, que por sinal já deu tudo o que podia dar.
É hora de todo mundo fazer aquela reunião para ver os fogos no céu (quando existe), fazer as promessas pra si ( esse ano vou....!); pular as sete ondas; comer as setes uvas; comer lentilhas; presta as oferendas à Iamanjá( quem curte) ou simplesmente abraçar qualquer estranho que estiver por perto.Tà certo , que algumas pessoas se aproveitam do momento para abraçar seus alvos , mas é festa.E também o celebração da humanidade ao ciclo da vida , que agora recomeça.Calma, mas espera um pouco.Que ciclo?Que recomeço?Se pelas matemáticas da sua vida: você vai ficando mais velho a cada virada de ano e pronto.
Na verdade do dia 31 á 01 não acontece nem um fenômeno sobrenatural, concorda?Se você leitor, concordou deve está mentindo, pois as viradas de ano significam sim algo grande- grande e bom- é universal. E graças a ela você e eu estamos aqui, vivos.
Isso por que passamos por trilhões de dificuldades e sobrevivemos, e os cultos da passagem dos dias até o dia 31 surgem. Contar estrelas, apreciar a trajetória do sol ao longo do ano. Tudo isso é sobrenatural: os ciclos do tempo. É esses impulsos sobrenaturais que levou aos humanos se entregarem aos rituais, é esse impulso que faz nossa vida ser feita de ciclos, e de fato as colheitas são cíclicas. Ao divinizá-las, nos entregamos a ideia de nossos ancestrais imprimiram na cultura humana a teoria de que nossa vida se renova a cada ano, e festejar essas renovações era e será fundamental para que continuássemos vivos.
Avante.....afinal, o ano novo é uma das festas maiores do mundo, de todas as festas, é feita para marcar o “tempo” , e também uma comemoração sobre a sobrevivência da espécie humana.Pelo menos até a próxima crise chegar, ou até o próximo fim do ano.
Então que venha 2010 com outras novidades, outros bilionários (graças a mega sena da virada), novos planos, novas descobertas cientificas e outras tecnologias. Afinal as tecnologias revolucionaram essa década como você pode ter percebido, pois ficamos mais conectados. A internet entrou na minha sua vida (nos celulares), nos conhecemos “ou aprofundamos” o significado da palavra sustentabilidade, descobrimos a tristeza de perder o tempo assistindo a vida de estranhos na televisão.
De 1999 ( bom tempo) até hoje 2010 muita coisa mudou, e as mudanças também foram em nosso comportamento, por isso, não iremos fazer uma mera retrospectiva dos fatos mais importantes.
BAUDRILLARD, Jean. A Sociedade de consumo. Lisboa:2003.
CANCLINI, Néstor García.Consumidores e cidadãos. Rio de Janeiro: UFRJ, 1999
SHELDON, Sidney.O outro lado de mim:memórias. Rio de Janeiro:Record, 2005
Imagem 1- retirada do site da Prfeitura de Belém
Imagem 2- retirada do site Altacultura.wordpress.com
imagem 3- retirada do site tempos modernos.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Música e imagem
Nesse processo, as certezas são cada vez menores. Por isso, quem trabalha com comunicação e manipula símbolos - portanto transmite interpretações o tempo todo - precisa prestar ainda mais atenção na mensagem que pretende transmitir.
O fato, é que estamos começando a perceber que a compreensão visual vem bem antes da leitura. A criança desde cedo olha e reconhece metade dos ambientes antes mesmo de poder falar, mesmo quando adulto o sujeito consegue “ver” uma imagem em sua memória, mas lhe faltam palavras para descrevê-la, portanto, a mensagem foi assimilada mesmo não conseguindo ser transmitida, mas caso ocorra ao contrário: palavra comprometida e imagem não formada, a conclusão que se pode ter, é que a mensagem não conseguiu ser transmitida.
CENA I
Na entrada do teatro, apenas propagandas visuais chamavam atenção “Villa” a cada três passos dando o cartaz surge... e isso vai até você entrar na porta principal do teatro quando finalmente você encontra “ A ciranda do Villa”.A sala é de cor neutra , deve ter tido influência dos psicólogos( que nesse ponto estão certos, já que realmente seu corpo recebe uma paz inexplicável), as cadeiras ganham espaços na medida que você entra no recinto da obra .O silêncio é assustador, é como se as pessoas estivessem mortas, totalmente caladas ao ponto de se escutar apenas o barulho das respirações.
A peça é inspirada sobre as viagens Brasil adentro de Heitor Villa-Lobos que ganha formas e identidade a partir do momento que as afinadas atrizes e atores da companhia passam minuciosamente um suposto sonho infantil do compositor.
Nesta utopia o menino Villa-Lobos visita a Amazônia (Belém) e as regiões Nordeste, Sul e Sudeste para mostrar como adquiriu os elementos da sua musicalidade. Tudo é perfeito, apesar do clima de improviso do teatro de rua, as afiadas rimas recitadas e cantadas são maravilhosamente inseridas no espetáculo, aliadas à harmonia da coreografia a narrativa ganha e passa ao público uma sensação ímpar, que chega um momento que a emoção toma conta da platéia. O mais sensacional e curioso, é que nenhum instrumento musical é utilizado, e sinceramente não fizeram tanta falta. O espetáculo ganha seu êxtase quando a tenra versão a capella de o trenzinho do caipira, tocata das Bachianas Brasileiras n°2, ecoa no teatro como em uma orquestra. Nesse momento as pessoas começam a sorrir outras ficam emocionadas ao ponto de surgirem às lágrimas. O que você pode fazer !?
Apenas escutar e deixar a música e as sensações tomarem conta do seu corpo e mente, e a imagem se ver, palavras não serão suficiente para descrever as emoções, mas tenho certeza: a mensagens foi absorvida.
Na saída as pessoas comentam sobre a peça, e como tudo estava perfeito. Eu sem companhia para dividir a sensação ficava calada (coisa rara), apenas escutando os outros, não sabia ao certo como avaliar aquilo tudo. As imagens, atores, cenário, música era tudo belo, mas longe escutei um senhor de aproximadamente 60 anos dizendo que o elemento principal da peça tinha sido a música. Sua parceira apenas o escutava com um semblante tão sereno, que as palavras dele acabavam tranqüilizando e convencendo-me, depois de vinte minutos virei em direção a mesa do casal, e disse: “a música realmente conseguiu me dar uma paz de espírito”
Ele apenas sorriu, e em tom trêmulo talvez pela idade respondeu:” então você sabe o que estamos sentindo”.Foi um momento marcante de uma viagem um tanto que solitária.Hoje acordei pensando neles, e faço a seguinte pergunta:Por que recusei sentar na mesa deles?E por que não trocamos os telefones?Por que não aproveitei a momentânea amizade de fiz?
CENA II
É preciso outras palavras, outro processo para estabelecer o seu lugar com relação ao mundo que o cerca. A cena pode ser explicada com palavras, mas raramente é completa ou satisfatória.
Quem nunca se decepcionou ao ver a adaptação cinematográfica do seu livro preferido?E depois chegou a conclusão que sua interpretação visual das palavras foi mais profunda ou diferente de quem fez o filme. Mas tem os que preferem primeiramente ver o filme e depois lê o livro. Isso é subjetivo.
Sou obcecada por um blog. (Ora quem não é?) Cada um tem seu preferido. Até aí nenhuma novidade, nê?Mas garanto ele é diferente ( nada extra).
As imagens ganham maior relevância, os textos são quase inexistentes. Elas ganham sua interpretação por si própria, e o leitor faz seu olhar individual.
Tive oportunidade de participar de uma exposição em tributo ao fotógrafo baiano Mario Cravo Neto, as fotos da exposição traduz uma linhagem de Pierre Verger, mas não tão antropológico..lindas mesmo! Mario Cravo tinha em minha opinião áreas, mas espiritualizada, o que acabou me afastando durante um tempo,mas seu olhar quase sacro, ou uma espécie de barroco cheio de libido, principalmente no campo fotográfico foi aparecendo,as imagens são carregadas de uma influência psicológica de Carl Jung, que de certa forma fizeram as fotos ganharem um novo rumo e outra identidade.Foi então nesse ínterim que fui sendo enfeitiçada por suas obras.
As imagens apresentam aquele minimalismo americano não pelo estilo, mas pela rigorosidade com a luz, a composição e os elementos, que são economizados. Isso é exemplo de que a imagem (fotografia) não precisa de texto.
CENA III
As imagens mostram um ambiente carregando de símbolos ilustrando o modelo de um livro, no caminho da exposição os visitantes são convidados a seguir um caminho de estrelas e percorrer constelações inspiradas na narração do “Pequeno Príncipe”. A obra possui destaque quando as imagens ganham uma maior relevância dentro do espaço. O público é convidado à fazer parte da representação teatral através de sua foto individual( foto retirada na entrada do parque - representando o seu caminho até outro planeta ).
O cenário é fantástico, além do que toda ambientação foi criada para transportar o público ao mundo do personagem. No fim do passeio os visitantes podem deixar mensagens escritas em uma estrela, que será “plantada” nos galhos de uma árvore cenográfica.Outro sinal de que as imagens realmente estão presentes?
Fonte :Imagens 01 (Arquivo pessoal)
Imagens 02 ( nadaextra.tumblr.com/)
imagens 03 (dereismo.files.wordpress.com/2008/12/pequeno-principe.jpg)
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Astérix e Obélix

Em outubro de 1959, surgia nas bancas francesas a revista “pilote”.
Nessa revista fazia sua estréia um personagem chamado Astérix, que seria conhecido como um dos maiores heróis da banda desenhada. Tenho que admitir a vocês caros amigos e leitores que até um tempo não muito distante não conhecia os personagens. Apenas os tinha guardado na memória devido o colégio.
Mas descobrir através da história oral, que na aldeia de Astérix habitava um chefe com pouca ou se nenhuma autoridade, um peixeiro que tinha horror a peixe fresco, um ferreiro que usava o martelo para bater no bardo com voz de cana rachada, em vez de trabalhar. E que todos na aldeia tinham o nome acabados em “ix” (não sei por que veio na cabeça o Fiodor Dostoevisk Talvez pelo “visk”) e que viviam à pancada entre si, exceto quando estavam digamos: entretidos com os romanos.
A tiragem do seu primeiro Álbum- “Astérix o Gaulês, segundo o jornal folha de São Paulo teve apenas seis mil exemplares, apenas confirmava o espaço, e a sucessão de novas aventuras, que pouco a pouco conquistava os leitores como o humor inteligente e irresistível. E assim foi a trajetória desse personagem.
Em Astérix e Cleópatra a tiragem aumentou, e depois em Astérix e os Normandos ultrapassou a quantidade de tiragens fazendo o então sucesso. Que foi organizado através do divertido retrato estereotipado que se foi traçado em cada país que Asterix visitou, que garantia uma boa dose de gargalhadas.
Entretanto, se para comemorar os 50 anos de Astérix e Obélix foi lançando um novo álbum, em muitos lugares as manifestações assinam a data de outra forma, até em clube do Gibi.
domingo, 15 de novembro de 2009
Colecione boas lembranças
E para fazer valer sua viagem, é bom ter essas condições internalizadas.
Não terás destino certo.
“Um lugar sem problemas.
Acha que existe um lugar assim, Totó?
Deve existir
Não é um lugar aonde podemos chegar de barco ou trem
É longe, bem longe
Atrás da lua
Pra lá das chuvas” ( Dorothy. O mágico de OZ)
Vamos? Para onde?Não sei!
O céu é o limite. (Isac Fernandes)
O caminho será tão ou mais importante que o destino, mas ter uma ideia do que vem pela frente é bom nê? Mas sem se preocupar muito.
Não terás muito conforto
Casa da mamãe e da vovó vai ficar presente só na memória, para ceder espaço os albergues.
O preferido pelos mochileiros, por serem baratos. Alguns são bem caprichadinhos mesmo sem o conforto de um hotel ou de seu lar.
Não andarás na moda
O jeans, camiseta e um confortável sapato, que pode ser um tênis formam o seu visual de um considerado mochileiro. Já que andar é algo essencial, então nada melhor que deixar os pés protegidos.
Não te acomodarás jamais
O mochileiro vive cada minuto de sua viagem como se fosse o último, mas respeita os limites, é fundamental. Dormir é imperativo.
Farás muitos amigos
Uma etapa que é fácil ser seguida. Considero um dos efeitos mais divertido de mochilar, que é conhecer gente nova: portanto aproveite.
Agora é viajar!Nada melhor que viajar!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A terra da cachaça deixou de ser da cachaça.E agora?
Pergunto-me.
Se não fosse por esse triste fato, será que a delegacia passaria por uma reforma?Ou ficaria aquele mesmo prédio?Mas independente do fato, a reforma aconteceu, e parece que a Governadora do Estado não mediu esforços e dinheiro para construí a imagem... "que é fundamental para atingir a opinião pública” (Kunsch).Já para as eleições 2010, será? Mas antes de fazer especulações é necessário doar créditos para a “pequena’’ cidade e reconhecer que a hora de melhorar a infraestrutura é uma obrigação.
Créditos à Abaetetuba
Uma diversidade de características marca a cidade de Abaetetuba o que lhe imprime contorno e ritmos únicos. A imagem da cidade é composta de inúmeros traços, linha, cores, sinais gráfico, sons, sotaques, letras, roupas, cheiros, frases, massa, volume movimento etc.
É o lugar onde se convive as relações digamos “capitalista”, o pistolão, religião com ciência; religião com política, e em relação a termos de espaço físico, centros comerciais construídos com ajuda da economia ”capitalista” abaetetubense ganha visibilidade, avenidas, praçinhas, e arquitetura tradicional agora está cedendo espaço para o ultra-moderno.As praças aos poucos desaparecem do seu lugar de origem e acomoda um prédio comercial.
Abaetetuba é o lugar onde convivem pobres x ricos, velhos x jovens, mendigos x doutores, católicos x Protestantes, ateus x macumbeiros, o empresário x funcionários, operários x ladrão, malandro x traficantes. A cidade tem até uma natureza criada pela cultura, praças e jardins, por exemplo, são criações que somente o homem permite. Tudo isto, é a cidade. Não diferente das outras, mas em uma auto-explicação posso diferenciá-la.
Com mais de 130mil habitantes Abaetetuba já foi conhecida por vários adjetivos, e cabe frisar, merecedores. Mas isso pouco importa, a mídia sempre ganha ao fazer relevante o ponto negativo. E pior que isso, a público está absorvendo apenas essa mensagem.
Vamos ao “negativo”
“Esse rio é minha rua,
minha e tua mururé,
piso no peito da lua,
deito no chão da maré”
(Paul André e Ruy Barata )
Ela já foi conhecida como a medelin paraense, a posição estratégica nos vários rios que sofre influencia do mar, em especial oceano Atlântico, a tornaram em uma subcapital do contrabando (temos anteriores?). Eu considero que este item esteja reprimido, camuflado, e não visivelmente como em outros anos, até mesmo devido as políticas públicas e sociais presente e integrada na sociedade local.
Teve de um lado sua fase sandália japonesa, do uísque e do perfume. De outro, o cigarro e cocaína. E tudo era tão solto, que as transações eram fechadas em praça pública, ruas em horários soturnos passavam ser o local adequado para fechamento de negócios (a cidade fecha para o almoço)
Aí, lembro-me do ‘’godfather” citado pelo jornal pessoal de Lúcio Flávio em um artigo sobre mais um de seus escândalos na cidade( menina presa em uma cela com uma quantia de homens).Bom..acredito , que o “ godfather” mencionado pelo autor já não exista , ou caso ao contrário, o mesmo não quer ser mais o “ ESTADO” dentro da cidade.
Os positivos?
Então vamos recordar as heranças históricas deixadas pela cultura da cana- de –açúcar, que consagrou e legitimou a cidade como terra da cachaça. Cultura essa, que inspirou Ruy Barata.
“Rio abaixo, rio acima,
minha sina cana é,
só em falá da mardita
me alembri de Abaeté”
A cena é outra. Agora a cidade apenas curte as tristes e amargas lembranças de uma época, que vive tentando fazer funcionar somente um engenho. O momento agora é representado pelo Miriti ganhando símbolos como forma de acolhimento cultural, e a partir desse foco a cidade deixou de ser o centro da comercialização da cachaça e passou a ter um conteúdo diferente para os olhos da mídia (escândalos e miriti). E agora é a capital mundial do brinquedo de miriti.
Mas não paramos....a cidade tem outra bebida originalmente Abaetetubense: O guaraná Amazônia.
Pontos de diversão.
Os igarapés desde os mais antigos como o saudoso zinco, até os criados para satisfazer o público visitante da cidade.
Que aventura? Então pegue um barco e atravesse a cidade em busca de um bar barco que oferece realmente a culinária local. O quê?Achou estranho?Não se assuste, por que o Bar Panacarica é pouco conhecido entre os habitantes da cidade, é isso significa que para aquele que preferem lugar tranquilo, é o caminho certo de um almoço de domingo, e como se não bastasse
No final da tarde também é possível encontrar o contraste do tradicional e moderno na comercialização do açaí no trapiche da cidade. Elas sem duvidas são geradoras do desenvolvimento da industrialização capitalista que ocorrem nas capitais. E o que para ribeirinhos?
Será portanto, que a cidade não merecia muito mais?
sábado, 24 de outubro de 2009
Conjugações tecnológicas

A rotina ?
- Escrever informações, reclamações, destaques, classificados de empregos, vendas, vagas de estágio etc....tudo em até 140 caracteres.
As regras?
Simples!
vamos lá
One - Not mensagens longas
Two - Ir direto ao assunto
Three - respostas que não interessa a todos, use a mensagem direta.
Four - quando encontrar algo interessante, divida com os outros twiteiros.
Five- Dê credito ao retuitar algo dito por outra pessoa
Six- Cuidado com informações confidenciais
Seven - Não fale nada que comprometa seu trabalho, empresa ou qualquer pessoa (vamos levar a sério o caso do sujeito de Manaus, gente isso acontece mesmo!)
O resultado?
“y “ / “x” está te seguindo ( mesmo quando você na oposta nada- thank my friends).O número de pessoas que viraram usuários da mídia dobra em questão de segundo, mesmo assim, em meu meio social,por exemplo, existe pessoas que ainda estão divididas na aproximação com essa nova mídia social – uns amam ( Muniz meu exemplo clássico para muitas coisas), uns odeiam( Oliveira- também clássico) , outros ( Aviz-alternativa) são indiferentes.
A categoria que não consegue nem escutar a palavra (T) argumenta que a mudança que acorre no vocabulário das pessoas repentinamente, é o principal motivo que o leva a não fazer parte dessa “nova” mídia social.
Eu tuito muito e você?
Você tuita desde quando?
Eles tuitam o dia todo da Universidade, e você de onde tuita?
Para os viciados – a informação dos bastidores é a peça fundamental para acordar e ir direto ao (does you). Os indiferentes querem fazer parte do ciclo virtual a ficar atento aos novos conceitos e não ficar longe das informações (ouro, prata e bronze) via- net. Eu?
Confesso! Fui contra essa onda.
Acreditava que não existia muita coisa produtiva disponível, sim cara “y” ou “x” existe muita bobagem, concordo. Mas na internet também existe, não é?E nós não acabamos filtrando os conteúdos?
Ta certo, que umas das facetas mais bem humoradas do Twitter é acompanhar farke das celebridades, mas também em identificar o perfil verdadeiro e falso de pessoas conhecidas .Mas cabe ao tuiteiro colocar filtro no seu conteúdo.
Confesso !
Hoje......realmente estou ligada no Twitter.
Seguir e continuo seguindo a linha ......... de ser um bom comunicólogo. E o primeiro passo foi ser imparcial...
A imparcialidade. Diz a lição (primeiro) mandamento do comunicólogo, seja qual for sua habilitação.
Isso serve também para o leitor (cara amiga (o) “y” ou “x”)
Ambos precisam está com a cabeça aberta.
Devemos nos distanciar das paixões (mandamento também do bom leitor)
Abandonar as certezas.
Está disposto a ouvir uma idéia nova- mesmo que jogue abaixo as suas antigas. Posto assim, ler bem parece um desafio fácil (não é!) como também não é simples ser imparcial, eu sei! É preciso coragem, e muita coragem para mudar de idéia. Dar um baita trabalho admitir que tudo aquilo em que você acredita está errado. (eu sei, e como sei!) Mas, se não for assim, qual o benefício de se informar?
Ser imparcial mesmo que seja difícil é bom, está aberto a novas idéias é melhor ainda.
Percepção.
É preciso acompanhar o processo tecnológico e as novas mídias usadas pelas empresas, que estão crescendo rapidamente com seus perfis corporativos. Os marketings empresariais estão sendo feitos por aí mesmo......em agosto o site da compra- fácil divulgava informações sobre leilões e vendas de produtos pelo Twitter, e o resultado foi satisfatório .
O uso criativo do novo modelo de mídia é a bola da vez, basta as instituições usarem da criatividade e soltar na rede de relacionamentos ou de informação (Orkut, facebook, twitter, ning, hi5, beltrano, blog....) a idéia.
À cara (o) amigo (a)
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
A luz do sol
Tua presença é real em meu viver
Entregua tua vida e teus problemas
Adorações e Adoradores
Tem uma essência interessante no mês de outubro.
A cidade da Amazônia possui no mês de outubro uma essência particular dos Paraenses, alias, essência que desde cedo é passada para as criança nas escolas, centro comunitários, catequese e outras instituições. A história que segue é: Plácido, o caboclo, que descobre e leva a imagem dantes desconhecida para sua casa, depois de algum tempo (não sei quanto) a mesma desaparece, por questões que também não sei, mas que volta para as mãos de Plácido.
O relato serviu como apoio para a realização da maior festa católica-critã do planeta: conhecido como círio de Nazaré (exagero?). Pode até ser, mas meus olhos ainda não viram diferente manifestação.
Ainda que vier noites traiçoeiras
Se a cruz pesada for, Deus estará contigo
O mundo pode até fazer alguém chorar
Mas Deus te quer sorrindo
Na realidade não fiz primeira comunhão, crisma e outras coisas de igreja....A amiga Paty, que é professora dos ensinamentos cristão -católico fica indignada comigo( perdão ), mas mesmo não fazendo os rituais católicos . Os anos que passei estudando em colégio de educação católica me ensinaram a encontrar beleza nesse espetáculo.
Seja qual for o teu problema
Fala com Deus, Ele te ajudará a vencer
Transformando a dor em alegria
Penso que a imagem que eles vêem como “ símbolo” sagrado , eram os mesmo no tempo de Moises, que na ausência do seu líder criaram uma imagem para centralizar ou representar a sua fé , e a partir daí a cidade ganha um foco diferente.Então nessas alturas o valor simbólico é quase que indescritível .
Ele é o autor da fé princípio e o fim em todos os momentos
Não tenho simpatias por religiões (repito) por vários motivos, que dariam livros.
Mas os rituais e as representações simbólicas me passam um encantamento, e acabo absorvendo uma emoção com a fé das pessoas. E quanto mais perto você está da movimentação maior é sua admiração.
Assim é a mais heterogênea procissão do mundo comove ateus e agnósticos.
sábado, 12 de setembro de 2009
A turma da Mônica movida a FLex

- EU QUELO?
quinta-feira, 10 de setembro de 2009

No momento, nem liguei ...apenas murmurei : hum ,ta! Mas depois de acordada entendir a real importância que os noticiários e jornais davam. Liguei para me desculpar pela brutalidade lacônica. E comecei a fazer algumas especulações sobre esse ‘’game’’ a começar pelo dia de lançamento (09.09.09) por questões astrológicas, numerologicas etc....vamos respeita !Mas que e loucura é...
Os Beatles vão completar daqui a 3 anos 50 anos de carreira , e espero que Paul McCartney e Ringo Starr estejam gozando de uma boa saúde para fazerem parte das comemorações que acontecerão. Até lá a única certeza que tenho, é que eles venderão CDs, DVDs, Blu-rays e seja qual nova mídia que tenha algum conteúdo com /ou sobre eles. A questão do game não é bater recordes ou acumular pontos, que nem o super Mario Bros (velha essa) a nova versão mostra uma perspectiva digamos muito mais interessante- pelo menos a meu gosto- O trailer disponível mostra algo assustador no sentindo de magnitude,mas começa com um jogador, que pode ser você (leitor), eu ou meu amigo (para fazer as pazes) na entrada do Cavern Club, em Liverpool ano de 1963, as meninas correm e gritam a procura do melhor lugar. No palco os Beatles começam a cantar (I saw her standing there), Gente! As vozes, gestos são perfeitos parece real mesmo nota por nota. E assim vai ...os palcos mudam , e as músicas também .O mais fascinante de tudo ,é a criação de clipes que eles não fizeram (como within you without you) ou apenas melhoram o que já tem produzido.
É uma história sendo refeita. Uma recuperação de momentos que não podemos ter (ou podemos pelo imaginário?). É a construção do que não aconteceu, mas poderia ter acontecido. Depois do Beatles, quem aparecerá para continuar atuando ou cantando?O que está por vir?Não sei! Mas está no palco com os Beatles com uma ‘’tecnologia de som surround e imersão visual em 3D’’( fonte: Folha de São Paulo)é fantástico .Além do que, eu ainda posso tocar algum instrumento – e até fazer backing vocal.
Já pensou tocar e receber um sinal de John Lennon ou um sorriso de Paul ?
Ou ainda cantar ‘’Twist and Shout’’ na cena clássica do filme curtindo a vida adoidado (John Hughes- 1986) , afinal você vai participar do seu filme favorito, então por que não sentar no banco de passageiro do Batmóvel? Sentar em uma mesa e ouvir Ella Fitzgerald cantar (I can’t give you anything but Love). As opções são várias, e se as pessoas precisarem fazer terapia recriando os detalhes de sua infância?E quem sabe mudar o que estava errado!Se pode ou não ....não sei!Só sei que não estou sonhando

Foto da cena clássica do filme que foi a febre nos anos 80 “curtindo a vida adoidado “do Diretor (John Hughes- 1986)
Aguardo as novidades do Game-” The Beatles: Rock Band” chegar no Brasil em particular na cidade de Belém.





